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domingo, 22 de abril de 2018

MINHA MÚSICA:



Bocas

Bocas em silêncio, depois de falar de amor;
bocas que se buscam, lábios que se tocam;
bocas que acendem o fogo da paixão,
para incendiar corpo e coração.

Bocas de crianças reclamando o abandono;
bocas que insistem em clamar por Deus;
bocas sempre abertas esperando o pão,
pois a fome dói como a solidão.

(REFRÃO)
Ah!... Os homens se esquecem
que as bocas existem
pra sorrir, contar, falar
e não pra se calar.
Ah!... Bocas que calam,
que nada falam,
mas dizem tudo.

Bocas que se abrem num sorriso de alegria;
bocas que declamam versos poesias;
bocas que transformam, com o seu cantar,
sentimento em sons, pensamento em voz.

Bocas que ordenam a matança de milhões;
bocas que se calam ante o mais forte;
boca de um arma pode ser capaz
de calar a voz e ferir a paz.

(REFRÃO)

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- MÚSICA - COMPOSITORES (em parceria)
Paulo Cesar Paschoalini
Alex Francisco Paschoalini
José Roberto Paschoalini
- INTÉRPRETE: Dênis (Edenilson Rizzo)
- ARRANJO: José Roberto Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Numa época em que estamos estarrecidos com o confronto armado na Síria, vejo que a música/poema “Bocas” reflete bem o momento atual.
“Bocas” foi composta há cerca de 20 anos, para falarmos dos conflitos daquela época, mas acredito que a letra tenha um conteúdo atemporal, uma vez que, “desde que o mundo é mundo”, o ser humano sempre tem buscado nos conflitos a solução para as suas diferenças.
Penso que talvez um arranjo vocal aqui ou ali pudesse valorizar a composição. Embora não seja uma música considerada “comercial”, confesso que já a imaginei gravada por alguma personalidade do meio musical. Afinal, não custa nada sonhar, não é mesmo?
- VÍDEO DISPONÍVEL NO YOUTUBE:
- REGISTRO Nº: 196.525, em 24/03/2000 - EDA / FBN.
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sábado, 21 de abril de 2018

MINHA CITAÇÃO:

Medida

"A medida que as pessoas se servem para pedir ajuda, não é a mesma que elas utilizam para quando são chamadas a ajudar."

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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Depois, aproveite para curtir e/ou compartilhar nas Redes Sociais. Também fica o convite para acessar a página do FACEBOOK: https://www.facebook.com/Paulo.cesar.paschoalini.Pirafraseando.
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RECANTO DAS LETRAS:
https://www.recantodasletras.com.br/autores/pirafraseando.
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sexta-feira, 13 de abril de 2018

MINHA MÚSICA:



Riqueza

Quando o galo canta o seu refrão,
chama o sol, desperta o meu sertão;
campos são tingidos de dourado,
nesse solo abençoado,
paraíso aqui no chão.

Flores enfeitando o ribeirão,
chuva saciando a plantação;
o choro de um berrante pela estrada,
conduzindo uma boiada,
mais parece uma canção.

(REFRÃO) 
Riqueza não é ter um baú cheio de metal;
é provar a água pura e a doçura do canavial.
Riqueza não é ter cada dia sempre mais e mais;
é plantar a liberdade e colher da natureza muita paz.

Ter ar puro para respirar,
uma rede para descansar,
o ranger tristonho da porteira,
passarinhos na paineira
e um cavalo a galopar.

A tarde leva o sol pro horizonte,
a noite vem trazendo o luar;
tudo adormece nesse instante,
a calma toma conta do lugar.

(REFRÃO)
Riqueza não é ter um baú cheio de metal...

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- COMPOSIÇÃO: (Alex, Zé Roberto e Paulo) Paschoalini
- INTERPRETAÇÃO: Dênis e Zé Roberto
- ARRANJO: Zé Roberto
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Sentimentos sitiados

Houve um tempo, em que a vida se desenrolava basicamente nas regiões campesinas e as famílias se abrigavam em casas simples, cercadas de terras cultiváveis, de onde tiravam o seu sustento. Trabalho difícil, de sol a sol, e nos finais de semana tinham o costume de visitarem com frequência os familiares e amigos, mesmo sem a comodidade dos automóveis.

Devido à chamada “revolução industrial”, surgida na Inglaterra no século XVIII, a maioria migrou para as grandes cidades, trocando a difícil rotina da lavoura pelo conforto que a vida urbana começava oferecer. Exemplos disso, o fogão a gás pôs fim à tarefa de cortar lenha; água encanada, ao invés de puxar balde no poço, e máquinas de lavar roupas, que evitavam a rotina dessa empreitada à margem de ribeirões.

Com o correr do tempo, os grandes centros foram tomados pelo êxodo rural e tornaram-se inchados de pessoas, que se consideravam cidadãos evoluídos, enquanto que os moradores de sítios e fazendas passaram a ser vistos como gente de “segunda classe”, embora os residentes de áreas urbanas ainda hoje dependam deles para se alimentar.

Há alguns anos, antes da virada do milênio, era voz corrente que o “rico” do século XXI seria quem tivesse esses 5 elementos: tempo, silêncio, água limpa, espaço e ar puro, o que lhe proporcionaria uma qualidade de vida, além de saúde, é claro. Eu acrescentaria, ainda, mais dois; segurança e paz de espírito.

Muitos autores brasileiros escreveram obras marcantes, que tratam das diferenças existentes entres esses dois tipos de vida. Na literatura internacional, destaque para uma citação do escritor e roteirista Truman Capote: “Para uma criança, a cidade é um lugar desprovido de alegria”.

Compositores musicais também se aventuraram em retratar as características desses dois universos, existentes em muitas partes do Brasil. Na direção oposta das grandes migrações, as letras mostram certa nostalgia e um desejo de voltar à vida simples da zona rural:

“Eu quero uma casa no campo,
onde eu possa ficar do tamanho da paz...”
(“Casa no campo”, de Zé Rodrix, na voz inesquecível de Elis Regina)

“Eu queria ter na vida, simplesmente,
um lugar de mato verde, pra plantar e pra colher;
Ter uma casinha branca de varanda,
um quintal e uma janela para ver o sol nascer.”
(“Casinha branca”, composição e gravação de Gilson)

“E uma casinha lá onde mora o sol poente,
pra, finalmente, a gente, simplesmente ser feliz.”
(“Voa coração”, autoria e interpretação de Toquinho)

Porém, as composições alcançam uma proporção ainda maior se embaladas pelo ritmo sertanejo raiz, quando “sentimentos sitiados” revelam uma saudade, que muitas vezes chega (mesmo) a doer:

“Não há, o gente, oh, não, luar como esse do sertão...”
(“Luar do sertão”, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco)

“Tô indo agora pra um lugar todinho meu;
quero uma rede preguiçosa pra deitar.
Em minha volta sinfonia de pardais,
cantando para a majestade o sabiá...”
(“A majestade, o sabiá”, composição de Roberta Miranda)

“Nunca vi ninguém viver tão feliz como eu no sertão.
Perto de uma mata e de um ribeirão, Deus e eu no sertão.”
Casa simplesinha, rede pra dormir;
de noite um show no céu, deito pra assistir.
(“Deus e eu no sertão”, de autoria de Victor Chaves)

Há pouco mais de 20 anos, a música “Riqueza” foi composta por Alex, Zé Roberto e eu para expressar a beleza e a necessidade de viver uma vida cercada de simplicidade. De comum com os consagrados artistas, apenas o fato de sermos amantes da natureza, essa riqueza que nos cerca e traz muita paz.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
- MÚSICA: “Nas margens da saudade”
- COMPOSITORES: Paulo Cesar Paschoalini, Alex Francisco Paschoalini e José Roberto Paschoalini
- INTÉRPRETE: Dênis e Zé Roberto
- ARRANJO: José Roberto Paschoalini
- VÍDEO DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=-S6SRVyOzmI
- REGISTRO Nº: 124.498, em 04/02/1997, no EDA / FBN. 
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MINHA POESIA:

Horizonte

"Enquanto nuvens rabiscavam o céu,
um avião riscou o céu sobre o monte.
Então, o entardecer entrou em cena
e foi tingindo de outono o horizonte"

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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sábado, 24 de março de 2018

MINHA CITAÇÃO:

Dia útil

"Foi preciso conhecer você,
para compreender melhor
o significado de 'dia útil';
é aquele que eu passo ao seu lado."

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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quinta-feira, 22 de março de 2018

MINHA CITAÇÃO:

Estado febril

"A alta temperatura, decorrente do chamado 'efeito estufa', nada mais é do que a constatação do estado febril em que o planeta doente se encontra."

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
21/03: DIA INTERNACIONAL DAS FLORESTAS
22/03: DIA MUNDIAL DA ÁGUA 
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terça-feira, 20 de março de 2018

MINHA POESIA:

Perdoando o tempo

Perdoo o tempo,
que fez o depois e o agora,
o chegar e o ir embora;
o coletivo e o sozinho,
o sem rumo e o caminho.

Perdoo o tempo,
que, interferindo em nossas vidas,
produz dores, mas cura as feridas;
que nos faz rir e chorar de alegria
e clareia a noite e escurece o dia.

Perdoo o tempo,
que me faz dormir para repousar
e cria mil fantasias para eu sonhar;
que me dá forças para encarar a realidade
e, vez por outra, faz despertar a saudade.

Perdoo o tempo,
que movimenta os minutos e os segundos,
fazendo girar os ponteiros do mundo;
que rege com exatidão cada estação
e me dá idade nova no final do verão.

Perdoo o tempo,
que me faz sentir velho e criança
e me ver incrédulo de esperança;
que cria a lucidez e o destino
e nos dá o arbítrio e o desatino.

Perdoo o tempo,
que traça linhas por toda a minha face
para eu entender as entrelinhas, em disfarce;
que me nutre de lições e conhecimentos,
trazendo experiências a cada momento.
       
Perdoo o tempo,
que leva embora a beleza da juventude
para trazer a velhice de forma tão rude;
que prateia os meus cabelos escuros    
e imunina os meus caminhos obscuros.

Perdoo o tempo,
que passa apressado em suas andanças,
deixando as pernas lentas de lembranças;
que vez por outra me faz esquecer
e dia após dia me faz envelhecer.

Perdoo o tempo,
que tenta me convencer ser imortal
me revestindo de uma eternidade fatal;
que é o melhor remédio para o viver,
mas não tem o antídoto para o morrer.

Perdoo o tempo,
já que, a despeito de minhas indagações,
desconheço as suas reais intenções;
pois, apesar de eu sempre estar pensativo,
não sei sequer meus próprios objetivos;

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Poesia  selecionada no “II Concurso Nacional de Poesia”, da cidade de Descalvado-SP, que teve a participação de 684 trabalhos inscritos e é um dos textos que integra a coletânea “Marcas do Tempo V”, de 2003.
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